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Acidentes por choques elétricos causaram 622 mortes em 2018


Postado em 3 de Maio de 2019 - 7:18h

Em 2018, foram registrados 1.424 acidentes com origem elétrica em todo o país, sendo 836 choques, 537 incêndios por sobrecarga ou curto-circuito e 51 descargas atmosféricas (raios). Isso representou um aumento de 2,67% em comparação ao ano anterior e de 37,2% em relação a 2013, início da série histórica.

Estes números somam os casos fatais e não fatais. O dado consta do Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica e foi revelado hoje (2), em São Paulo, pela Associação Brasileira de Conscientização dos Perigos de Eletricidade (Abracopel).

Desse total de acidentes foram registradas 622 mortes por choques elétricos, 61 mortes por incêndios [nove delas no incêndio do Edifício Wilton Paes de Almeida, na capital paulista] e 38 mortes por descargas elétricas.

O número de mortes por choques elétricos, caiu em 2018, com cinco mortes a menos que em 2017. No entanto, o número de mortes por incêndios originados por sobrecarga dobrou, passando de 30 casos no ano anterior para 61 em 2018.

Segundo Edson Martinho, engenheiro eletricista e diretor-executivo da Abracopel, parte desses acidentes se deve ao fato de as instalações elétricas de muitas residências serem antigas. Outras causas atribuídas aos acidentes, segundo a Abracopel, são as gambiarras elétricas, a falta de manutenção e o uso de uma mesma tomada para conexão de diversos equipamentos ao mesmo tempo. Outros problemas também são o manuseio de máquinas agrícolas próximas a linhas de transmissão e a construção de moradias próximas às linhas de transmissão.

Uma dica para evitar esse tipo de acidente é a contratação de profissionais qualificados para a realização de uma instalação elétrica, o que daria mais qualidade e segurança para as instalações. “Como se previne [esse tipo de acidentes]? Com informação. Uma instalação elétrica precisa ser avaliada pelo menos a cada cinco anos por um profissional legalmente habilitado e, de preferência, atualizado, porque as coisas vão mudando, as tecnologias vão vindo”, disse Martinho.

“Tem uma brincadeira que diz o seguinte: ‘se você acha um bom profissional caro, você não sabe quanto custa um mal profissional’. O mal profissional vai fazer serviços ruins e mais caro. É uma impressão que se está gastando menos, mas se gasta muito mais porque vai colocar em risco, vai usar produtos de má qualidade e aí o acidente acaba acontecendo”.

Fonte: R7